Temáticas

1. Inovação no Ensino Científico – Técnicas pré-universitárias

A Ordem ECD/65/2015, de 21 de janeiro, é uma resposta às exigências que, partindo numa primeira instância da sociedade e depois das empresas e organizações, se estão a formular relativamente o desenho dos modelos educativos focados em competências mediante as quais devemos formar os alunos.

Não existem dúvidas de que se quisermos melhorar o nível de desempenho por competências de um aluno do ensino técnico ao finalizar o processo de ensino-aprendizagem a que se vê exposto, teremos de refletir e obter informações acerca de todas as etapas pelas que passou.

Assim, é essencial conhecer como e de que forma é que os alunos que vão chegar à Universidade trabalham no âmbito do ensino técnico, de igual modo é importante que os professores destes alunos em etapas prévias ao ensino superior, saibam quais são as competências e o grau de desenvolvimento exigido nos níveis seguintes na caminhada dos alunos até chegarem ao mundo laboral.

Esta área temática pretende dar a conhecer e ao mesmo tempo refletir sobre propostas de inovação educativas, nomeadamente ações conjuntas com Universidades, ações de promoção e difusão do Ensino Técnico implementado, materiais elaborados para estes cursos superiores, etc. Também será motivo de reflexão a experiência docente nas várias etapas prévias ao Ensino Superior.

2. Formação por competências no Ensino Técnico

No RD 1393/2007 através do qual se estabelece a ordem do ensino universitário oficial, recolhe-se que “… os planos de estudos que conduzem à obtenção de um diploma deverão ter na base dos seus objetivos a aquisição de COMPTETÊNCIAS por parte dos estudantes, ampliando, sem excluir, o enfoque tradicional baseado em conteúdos e horas letivas (…). Deve-se dar ênfase aos métodos de aprendizagem dessas competências assim como aos procedimentos para avaliar a sua aquisição. (…) A nova organização do ensino aumentará a empregabilidade dos graduados (…)”.

Torna-se evidente que no contexto do EEES insta-se a que passemos de uma atuação mais focada em conteúdos e professores para outra mais focada nas competências e nos alunos.

Nesta área temática, pretende-se dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, acerca de modelos de enfoque por competências aplicáveis ao ensino técnico, análise das competências que se hão de contemplar nesses cursos, processos de Ensino-Aprendizagem por Projetos, experiências baseadas em competências, certificação por competências, etc.

3. Inovação educativa no Ensino Técnico

 

A inovação é o motor que impulsa a mudança. É por isso imprescindível fomentar e facilitar espaços onde se possam difundir todas essas propostas inovadoras e os seus resultados. Tradicionalmente esta área temática tem sido o eixo principal do CUIEET, daí que continue a ser considerada uma das mais importantes e a que mais espetro de atuação apresenta.

Esta área temática tem como objetivo dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, sobre como é levada a cabo a gestão do processo de ensino-aprendizagem, das propostas inovadoras na formação multidisciplinar, das metodologias inovadoras, ativas, aulas invertidas,… como é realizada a coordenação do ensino, das experiências e da difusão de Grupos de Inovação Educativa (GID), etc.

4. Novas Tecnologias e Ensino Técnico

A evolução da tecnologia nas últimas décadas pode ser considerada no mínimo, igual à ocorrida em toda a existência anterior do ser humano. Esta evolução também se trasladou para a sala de aula e para os processos de ensino-aprendizagem. Cada vez mais, temos ao nosso alcance um conjunto ilimitado de possibilidades tecnológicas que nos permitem melhorar o desempenho dos alunos por competências, o “saber fazer”, mas nem sempre contamos com os recursos económicos suficientes o que obriga à agudização do nosso engenho na procura de alternativas de menor custo que também pressuponham inovação.

Por outro lado, o contexto em que estamos inseridos também mudou. As novas gerações têm acesso à informação mediante vários dispositivos e formas de atuação relacionadas com as TIC, obrigando-nos a uma reconsideração tendo em conta a forma como ensinamos e a forma como os alunos aprendem.

É objetivo desta área temática dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, sobre as experiências educativas com as TIC postas em prática, as estratégias e atuações de desenho e competitividade, a amostragem de plataformas educativas como apoio à Inovação Educativa e o seu uso, dar a conhecer objetos e módulos de aprendizagem assim como as possibilidades do software utilizado no ensino técnico, a visualização de experiências sobre o ensino virtual e/ou semi-presencial, abordar outros aspetos relacionados com as Novas Tecnologias como os MOOC, os Laboratórios Virtuais, etc.

5. Qualidade no Ensino Técnico

Os processos relacionados com a Qualidade têm tido um forte impulso nos últimos anos. A Qualidade no sentido amplo tem a ver com a satisfação das necessidades do cliente, implicando uma abordagem a um processo completo de reflexão acerca do que fazer e de controlo do que foi realizado. Deve ser um objetivo chave de toda a política de qualidade, conseguir que as competências dos seus graduados sejam reconhecidas pelos empregadores e pela sociedade em geral e, por outro lado, otimizar a utilização dos seus recursos, orientando os seus esforços para a plena consecução da satisfação das necessidades e expetativas, adequadas, de todos os estudantes, da comunidade universitária e usuários, tanto internos como externos.

Esta área temática tem como objetivo dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, sobre como funcionam os sistemas internos e externos de garantia de qualidade dos cursos nas várias universidades, os modelos de garantia de qualidade, os programas de avaliação e seguimento no ensino técnico, como funcionam as Comissões de Qualidade, quais são os processos de verificação levados a cabo, a Acreditação de diplomas, quais são e como funcionam os Observatórios relacionados com a Qualidade, etc.

6. Avaliação no Ensino Técnico

A avaliação é, sem dúvida, a parte mais conflituosa da ação educativa, na medida em que implica a comprovação do nível de sucesso ou insucesso que obtivemos com a nossa atuação. Contudo, é um princípio básico das políticas de qualidade considerar que “o que não se avalia, desvalia”. Mas tão importante como este princípio é considerar, como dizia Ángel Gabilondo no seu artigo “Avaliação e valorização”, “… o que é mal avaliado deteriora-se”. Daí ser tão importante quer refletir sobre a necessidade de avaliar, quer sobre a forma em que é materializada.

É objetivo desta área temática dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, acerca dos diferentes sistemas de avaliação, de experiências educativas, de como realizar a avaliação de competências, de como concretizar a avaliação dos professores, do PAS,…, a avaliação de cursos, etc.

Área Temática Subsecções
1 Inovação no Ensino Científico – Técnicas pré-universitárias Experiências docentes no Ensino Básico, Secundário e em cursos de Formação Profissional
Propostas de inovação educativa
Ações de promoção e difusão do Ensino Técnico
Materiais para o Ensino Técnico
2 Formação por Competências no Ensino Técnico

Modelos de enfoque por competências
Competências e Ensino Técnico
Processos de Ensino-aprendizagem por Projetos
Experiências baseadas em competências
Certificação por competências

3 Inovação Educativa no Ensino Técnico Gestão do processo de ensino-aprendizagem
Formação multidisciplinar
Metodologias
Coordenação
Experiências e Grupos de Inovação Educativa (GID)
4 Novas Tecnologias e Ensino Técnico

Experiências educativas com as TIC
Desenho e competitividade
Plataformas educativas como apoio à Inovação Educativa
Objetos e módulos de aprendizagem
Software para o ensino técnico
Ensino virtual e semi-presencial
MOOC
Laboratórios Virtuais

5 Qualidade no Ensino Técnico

Sistemas internos e externos de garantia de qualidade dos cursos
Modelos de garantia da qualidade
Programas de avaliação e seguimento no ensino técnico
Comissões de Qualidade
Processos de verificação
Acreditações
Observatórios

6 Avaliação no Ensino Técnico

Sistemas de avaliação
Experiências educativas
Avaliação de competências
Avaliação de professores
Avaliação de cursos

7 Saídas profissionais do Ensino Técnico

O Engenheiro na Sociedade
História da engenharia e o património industrial
Direção de Projetos. Management
Afiliação e Acreditação profissional
Empreendedorismo: experiências, inovação e desafios

8 Universidade/Empresa/Sociedade vs Ensino Técnico

Gestão da Inovação Educativa pelas Universidades
Formação contínua. Aprendizagem permanente ao longo da vida
Formação dual: universidade/empresa
Estágios
Cátedras e aulas empresa
Empregabilidade
Responsabilidade social
Sustentabilidade
Cooperação para o desenvolvimento
Género e diversidade

9 Internacionalização do Ensino Técnico

Impacto de la globalização
Bilinguismo
Mobilidade e intercambio
Adaptação ao EEES
Ensino Técnico noutros países
Experiências

10 Orientação no Ensino Técnico

Ação Tutorial
Mentoring&Coaching

11 Desenvolvimento e implantação de novos cursos

Situação dos Graus, Mestrados e Doutoramentos
Cursos múltiplos
Implicação dos diferentes agentes no processo ensino-aprendizagem
Implicação do PAS
Experiências do desenho e implantação de cursos

12 I Encuentro Innovation & Young Engineers

7. Saídas Profissionais no Ensino Técnico

Encontramo-nos atualmente no que vem sendo denominado de mundo VICA, um mundo volátil, com altas doses de incerteza, complexidade e ambiguidade, em que se afirma que os trabalhos tal e como os conhecemos não serão duradouros e onde muitas das profissões que hoje em dia conhecemos, daqui a uns anos terão desaparecido ou serão totalmente diferentes. Tudo isto sob um enfoque cada vez mais ligado às competências e menos cognitivo, em que serão mais valorizadas as certificações e as acreditações profissionais como elemento de marca pessoal e de valor acrescentado. Torna-se assim necessário refletir sobre como é que vai afetar este mundo VICA as saídas profissionais atuais e futuras no campo do Ensino Técnico.

Esta área temática tem como objetivo dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, sobre o Engenheiro perante a nova Sociedade, a História da Engenharia e o património Industrial, a direção de Projetos e o Management, a Afiliação e a Acreditação profissional, experiências, inovação e desafios do empreendedorismo, etc.

8. Universidade/Empresae/Sociedade vs Ensino Técnico

É atribuído a Etzkowitz o modelo da Hélice Tríplice empregue para explicar a conveniência das relações Universidade-Empresa-Governo,  tendo-se transformado num modelo associado ao conceito de inovação com caráter geral para estes três vértices do triângulo, que favorece entornos WIN-WIN em que três partes resultam beneficiadas. O Ensino Técnico teve, desde há muito tempo, esta relação bastante clara, manifestando-se assim em contínuas ações conjuntas. Um conceito mais extenso abrangeria toda a Sociedade como o terceiro vértice do triângulo, e dentro dele, de forma particular, é singularmente importante o graduado e o seu entorno mais próximo na sua relação com a Universidade que o formou.

É objetivo desta área temática dar a conhecer e refletir sobre, entre outras possíveis linhas, a gestão da inovação educativa pelas Universidades, a formação contínua e a aprendizagem permanente ao longo da vida (ALV), a formação dual: universidade/empresa, os estágios, as cátedras e as aulas empresa, a empregabilidade, e de um ponto mais social, tudo o que está relacionado com a responsabilidade social, a sustentabilidade, a cooperação para o desenvolvimento, questões de género e diversidade, etc.

9. Internacionalização do Ensino Técnico

No contexto VICA citado anteriormente, tem-se produzido nas últimas décadas um processo de internacionalização do ensino mediante a implantação de programas bilíngues, a implantação de cursos partilhados, ampliaram-se os horizontes relacionados com a mobilidade dos diversos agentes que participam no processo ensino-aprendizagem, continuando-se a debater e a tentar materializar o que o EEES e as novas correntes internacionais nos exigem ao nível da matéria educativa.

Assim, é objetivo desta área temática dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, acerca do impacto da globalização, do bilinguismo e da sua implementação nos Cursos, da mobilidade, intercâmbio e os seus programas atuais e futuros, da adaptação ao EEES, do ensino técnico noutros países, das experiências e lições aprendidas num contexto internacional, etc.

10. Orientação no Ensino Técnico

Entre as várias funções do professor encontra-se a de orientar o aluno. Porém, esta não é só mais uma função do professor, mas uma ferramenta muito útil para melhorar os resultados da aprendizagem. Desta forma, os planos de orientação integral (POI) ou os planos de ação tutorial (PAT) podem ser aproveitados num sentido mais amplo, com a finalidade de se melhorar o desempenho por competências dos alunos naquelas questões não podem ser alcançadas através dos cursos que frequentam. Por outro lado, os processos mentoringo/coaching são pontuados muito positivamente pelas empresas que acolhem profissionais do ensino técnico.

O fim desta área temática consiste em dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, sobre a ação tutorial na Universidade e os processos Mentoring&Coaching.

11. Desenvolvimento e implantação de novos Cursos

É um facto inegável que os modelos educativos estão a mudar em todo o mundo a uma grande velocidade, existindo uma tendência para a programação por competências em vez da tradicional programação por conteúdos. Paralelamente, muitas vozes alertam para a possibilidade de muitos dos cursos lecionados poderem vir a desaparecer, inclusivamente as próprias universidades. Neste contexto, interessa debater e apresentar propostas em relação ao tipo de cursos, à sua planificação e renovação. Primeiro, para dar resposta às necessidades sociais, uma vez que é para isso que são criados, e depois, para garantir a sua continuidade no tempo.

Assim, é objetivo desta área temática dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, acerca da situação dos Graus, Mestrados e Doutoramentos, dos Cursos Múltiplos, da implicação dos vários agentes no processo de ensino-aprendizagem, entre os quais também se encontra o PAS, de experiências e de lições aprendidas do desenho e a implantação de novos Cursos, etc.

12. I Encontro Inovação e Jovens Engenheiros

Uma das principais NOVIDADES desta edição é a criação de um encontro que esperamos que se venha a repetir posteriormente em cada nova edição do CUIEET: o I Encontro Inovação e Jovens Engenheiros (I&YE).

O objetivo consiste em realizar um trabalho de comunicação e integração das várias coletividades que rodeiam o jovem engenheiro, tão necessárias para o desenvolvimento das competências e aptidões requeridas no mundo laboral.

De acordo com as reflexões do “Barómetro de empregabilidade e emprego dos universitários em Espanha em 2015”, este encontro permitirá não só conhecer de uma melhor forma o que está a acontecer lá fora, mas também utilizar essa informação para a melhoria dos cursos existentes e para a preparação dos alunos no que diz respeito à transição para um mundo por competências, aprendizagem e desenvolvimento profissional baseado em projetos.

Finalmente, para muitos alunos e jovens engenheiros este congresso representará uma montra donde poderão começar a forjar a sua marca pessoal mostrando as suas COMPETÊNCIAS.

É objetivo desta área temática, dar a conhecer e refletir, entre outras possíveis linhas, sobre a formação e seleção por competências nos cursos de ensino técnico, as suas saídas profissionais, a internacionalização e a orientação nesses cursos ou as recentes mudanças relativamente a competências profissionais, âmbitos, grupos de interesse, ideias e propostas inovadoras.